Saturday, 3 April 2021

Disrupção do Status Quo

Basicamente o "Status Quo" é a condição que permanece antes de qualquer alteração.


Cada um de nós tem o seu lugar certo e exato em tudo, nas suas relações, no trabalho, na sociedade. E quando isso não se altera esse é portanto o nosso status quo.


É por assim dizer semelhante à Lei da Inércia, nós também criamos resistência e tentamos tudo por tudo permanecer no nosso "Status Quo".

Wednesday, 17 March 2021

Racionais ou Emocionais

 O mundo está cheio de crenças incongruentes, toda a vida acreditei que apenas poderíamos ser racionais ou emocionais...

Racionais esses frios e calculistas que pensavam mil vezes antes de mexer um pé e claro os emocionais, a categoria na qual me classificava, aqueles talvez ligeiramente bipolares que riem até chorar, em que a dor doí de forma descompensada.


Talvez devesse ter percebido a conclusão que cheguei hoje quando um carro se afastava e uma mãe lavada em lágrimas acenava adeus a um filho, que deixava as lágrimas correr pela cara abaixo por se despedir para ir abraçar uma nova vida que os racionais sentem, sentem à sua maneira, talvez então tenham apenas uma forma diferente de se exprimir?

Talvez devesse ter percebido quando os emocionais, se dispersaram culpando-se uns aos outros pelas maleitas das vidas de cada um, quando foi apenas um ciclo de vida que mudava, de costas voltadas, uns deprimidos, outros revoltados, outros de forma oportunista a agarrar a situação como forma de desculpa para fazer tudo mal... 

Então emoção, razão, a forma como cada um pode ser quantificada? Eu pensava que sim, e de certa forma a emoção, tal como a dor pode ser quantificada, mas tal como a dor não pode ser standarizada o que é algo muito estranho para uma enfermeira, afinal, a gente quantifica tudo, mas a verdade é que mesmo quantificado é muito fácil perceber, ora analisemos um batimento cardíaco de 76, por exemplo, vamos conectar 5 pessoas a bater a 76 a um eletrocardiograma, serão esses 5 ECG's iguais? Não claro que não, mas não estavam todos a bater a 76 batimentos por minuto?! E todas as pessoas reagem da mesma forma a um batimento de 76? Também não, uma velhinha pequenina e fofinha que normalmente bate nos 40, atingir um 76 vai sentir que o coraçãozinho lhe está a fugir do peito... Mas por exemplo um doente com Fast AF descompensada que esteja a bater a 150 nos últimos 2 dias quando atinge os 76 está fisiologicamente preparado para fazer uma sestinha.


Então quem não mostra a sua emoção ou a sua dor, sente menos do que aqueles que a sentem, quem leu o prefácio daquele livro que eu anunciei mas nunca mais publiquei talvez nada sobre ele já sabe que a sociedade acredita que sim, mas que não é verdade, então emoção é a mesma coisa. Esta sociedade dos contos de fada espera grandes gestos românticos, mulheres perfeitamente puras e singelas que precisam de ser salvas pelo príncipe encantado... mas não é que a gente tem uma expressão para isso "Tudo para inglês ver!"


Então se criticamos o exagero vazio, porque é que a expectativa no que criticamos? Suspeito, certo?!

Qual é essa ideia de querermos que um homem seja arrebatador com os maiores gestos do mundo se somos aquele tipo de mulher que não quer que um homem a salve mas sim que volta ela sinta o coração dar um pulo porque ele lhe mandou uma mensagem, ou que o coração salte um batimento porque ele fez algo inesperado... ou apenas alguém que quando estamos a conversar nos ouça realmente?


Afinal o que é que nós queremos?

Afinal quem sou eu? 

A emocional? A racional?


Bem, eu já fui emocional, eu já perdi o controlo dos meus pensamentos, já perdi controlo das minhas emoções! E quando a vida me deu oportunidade de crescer? Perdi-me mais um bocadinho, atirei-me ao fundo dum poço...


E como é que eu saí de lá? Nem eu percebi bem, é um facto: eu não percebi bem quando saí, eu só sabia que queria ser salva, mas eu não precisava de salvação, quando eu lá cai não havia forma de subir ao poço, estava tão escuro... mas entretanto alguém me atirou um sabre de luz (Sim, Star Wars Style) e eu fui capaz de ver a corda que sempre lá esteve, com alguma iluminação pelo caminho eu lá consegui sair, porque o poço não era tão fundo como parecia, e apenas eu me poderia salvar mas a floresta até chegar a casa era densa... 


Pelo caminho descobri pedrinhas e montanhas e lá as fui ultrapassando, hoje descobri que eu sou simplesmente Racionalmente Emocional.

Isto para alguns parece história de criança de pais separados que não consegue escolher lados, a verdade é que eu sou uma adulta de pais separados, e verdade mais absoluta que isso é que eu sei fazer as escolhas que tenho de fazer nos momentos que tenho de as fazer, afinal escolhas não são absolutas, e hoje o que parece certo amanha pode não ser, então porquê decidir hoje o que não interfere com o nosso momento?

É mesmo uma coisa de se deixar levar pelo momentum, parece uma teoria alentejana, mas não é! O que eu sei hoje não sabia ontem e talvez amanha venha a descobrir algo que o mude... portanto, Take a seat and enjoy your ride!

Mas basicamente o que é isto que eu decidi intitular de Racionalmente Emocional, basicamente é a capacidade fenomenal de controlar as nossas emoções... e sim podem vir com a teoria da impulsividade, os emocionais são normalmente impulsivos, OK, fair enough, e que tal impulsividade com moderação? Uma harmonia perfeita entre a ponderação e a espontaneidade.

É uma linha ténue, uma arte a ser aperfeiçoada, no entanto os emocionais só tem uma linha da equação, as suas emoções relativas a uma acção e isso faz com que reajam, e como é que eu controlo isso? Algo que me pareceu aterrorizador mas tão fácil de fazer, adicionar linhas à equação duma forma muito específica:

basicamente analisas a situação se não estivesses envolvido

  • Parte da equação é o eu, como é que eu me sinto? porque é que eu me sinto assim? A forma que eu estou a reagir tem apenas a ver com a situação em questão? As minhas experiencias e aprendizados... 
  • outra parte da equação é a pessoa, porque é que ela fez isto? qual poderão ser os motivos para tal acontecer, as suas experiencias
  • Algo que eu amo adicionar também são os cenários, como é que eu me vou sentir melhor a curto, médio e longo prazo, partir uns pratos poderia ser giro, mas depois vou precisar de comer e vou-me arrepender de os ter partido, onde é que eu quero chegar e como é que a minha reacção afectará isso, mas acima de tudo ser fiel a mim mesma, se na verdade eu não quero tratar a pessoa mal, e isso só me faria sentir bem naquele momento porque estou a ser egoísta e apenas quero fazer aquela pessoa sentir-se mal pela maneira que me fez sentir, não vale a pena, porque na realidade eu depois vou sentir-me mal ao quadrado, vou me sentir mal pelo que senti na altura e pelo arrependimento de a ter tratado mal, por isso de que me adiantaria?


E para ser honesta, até sabe melhor, porque aí deixas o registo agressivo-passivo e um ciclo vicioso de acção-reacção, porque num registo mais assertivo tu cortas um pouco a reacção da pessoa à tua reacção à sua acção, complicado? Bem eu explico:

Nós somos animais, racionais, mas animais, o nosso instinto é estar sempre preparado para lutar, amor com amor se paga e tal...

Então quando tu não reages mal a uma acção negativa contra ti essa pessoa fica tipo com a cara do smile :O e agora?! eu não estava preparado para uma reacção neutra ou positiva... e vocês até podem pensar mas isso é uma atitude de menina, então por essa lógica se me derem um estalo eu dou a outra face? Não, de todo, simplesmente (eu que já fui toda a favor de vingança fria servida ao pequeno almoço e não me levou a lado nenhum, pelo contrário) uma atitude mais assertiva, uma atitude mais assertiva pode magoar muito, mas muito mais que uma atitude mais agressiva, e porquê? Porque nos faz parar e pensar no que andamos a fazer da vida.

E o que conseguimos duma reacção agressiva? NADA! Sentimo-nos pior e arrependidos, a outra pessoa não percebeu o que fez, gasto de energia e tempo desnecessário.


A minha gata às vezes assusta-se e arranha-me, eu fico chateada mas passa, porquê? Porque eu sei que ela estava assustada, outras porque eu a magoei, outras porque está aborrecida, outras porque quer a minha atenção ou sente que eu não a estou a ver, as pessoas também são assim, e às vezes se conseguirmos perceber como as pessoas se estão a sentir no momento é muito mais fácil de controlar as nossas emoções.


Outra maneira muito boa é controlo de expectativas, compreender que às vezes as coisas correm mal, compreender que os outros são tão humanos como nós ajuda, ninguém é perfeito! E saber que tudo pode acontecer, quando tens uma capacidade de correr cenários positivos, neutros e negativos deixa-te mais preparado para um controlo de emoções, porque elas deixam de ser tão extremas, então sais daquele modo de vida equivalente a seres uma pistola com pernas pronta a disparar. 


Conclusão: é possível, é um modo de vida que parece mais exaustivo, no entanto é mais relaxante, na realidade estar sempre na acção-reacção e na oscilação do passivo-agressivo é exaustivo, quando sabes que certas coisas podem acontecer já tens o discernimento de ter uma resposta à situação muito mais clara, muito mais focada. Uma coisa que comecei a sentir foi que não deixo coisas por dizer, quando faço a minha resposta assertiva digo exactamente o que quero dizer e fico por ali, assunto resolvido. Muito mais simples que andar com nhe nhe nhes e ficar com aquele sentimento pendente de podia ter dito isto ou aquilo ou podia ter feito melhor!

Não, o sentimento com que hoje fico é orgulho pela pessoa que me tornei e pela forma como reagi à situação.


Os últimos 16 meses foram um longo caminho, mas cada vez mais percebo a necessidade deles e a mulher que existe hoje no lugar da que fui! 

O que inspirou este post, ahah, tanta coisa, mas o maior impulsionador foi a música Believer dos Imagine Dragon que ouvi às 4 da manhã e me fizeram simplesmente agarrar no pc e escrever...











Sunday, 31 January 2021

Top 7 Low Cost Makeup

Olá hoje venho-vos trazer um top de 7 produtos de maquilhagem low cost.

Como vocês sabem, muitas vezes optei por produtos mais caros, em detrimento de quantidade, também porque normalmente não uso muita maquilhagem no geral.

Quando comecei a usar maquilhagem diariamente, não sei porquê mas quando estes confinamentos começaram, senti necessidade de usar algumas coisinhas diariamente e isso ajudou imenso com a minha autoestima, para além disso comecei a usar maquilhagem regularmente no trabalho, e quando isso aconteceu comecei a gastar mais maquilhagem do que era habitual e decidi também dar oportunidade a marcas mais acessíveis... o que me impressionou bastante!

Hoje em dia uso diariamente sem falhar, lápis de olhos preto, corrector, batom, máscara de pestanas e máscara de sobrancelha... As marcas que mais me tem impressionado são a Makeup Revolution, a Nyx Professional Makeup e a Maybelline

No entanto, recentemente falei-vos da máscara de pestanas que mais me impressionou nos últimos tempos por isso neste post não vou voltar a mencionar!

Os meus dois correctores preferidos são:



Wednesday, 20 January 2021

Saúde Oral | O que eu uso

 A saúde oral é algo que me preocupa e é de extrema importância para mim, só porque neste momento vivemos num mundo de máscaras que não podemos nem sorrir aos vizinhos velhinhos na rua, não significa que um dia esta nuvem tenebrosa não passe da nossa vida e que tudo não volte à normalidade!

Uma das minhas marcas favoritas é a Oral B, tudo cá em casa é Oral-B, às vezes experimento uma pasta ou outra doutra marca, ou um produto para tentar branquear os meus dentes, mas normalmente fico-me pela marca do costume.

Mando vir regularmente todos os produtinhos via Notino porque é onde encontro as coisas a melhor preço e normalmente tenho sempre stock em casa para que não me falte nada!

Sunday, 3 January 2021

Review | L’Oréal Professionnel Serie Expert Pro Longer

Como toda a gente sabe eu sou apaixonada pelo meu cabelo, então eu tento experimentar todos os produtos e mais algum para o deixar mais saudável e bonito!

Recentemente cortei o cabelo, mas devido às quarentenas,  todos os abre e fecha de cabeleireiros, passei cerca de 10 meses sem cortar o cabelo, (infelizmente ou felizmente) apesar de para o fim o meu cabelo não ter grande forma, estava a crescer de forma bastante saudável e apesar de ter sido extremamente agredido porque eu passei uma fase de cabelo cor-de-rosa, finalmente ganhei juízo e voltei aos básicos, grande parte se deveu a uma gama recente da L'Oréal Professionnel.

L'Oréal Professionnel Serie Expert Pro Long

Friday, 1 January 2021

Livro: O Caminho da Independência - Prefácio

 

“Olá Guerreira,

Estou-te a escrever porque sei que às vezes te esqueces de quem és!

Bem, escrevo-te de 2020, o ano da Pandemia, aquele que sobreviveste, o ano em que tudo o que podia correr mal correu. Mas foi também o melhor, o ano que superaste todos os teus medos, cresceste e viveste, gastaste demais e trabalhaste mais ainda, mas descobriste quem és!

Amor da minha vida: Vive, Hoje! Porque ontem estive lá eu e amanhã estará lá ela para resolver e viver.

Tudo vai correr bem, deixa fluir, mas sê feliz. Nós conquistamos o mundo e eu sei que tu és capaz. Eu sou linda maravilhosa e fantástica e eu sei que tu és mais ainda… Se eu fui capaz, tu és capaz de muito mais!

Com amor, Eu que sou tu um bocadinho mais nova”

 

Escrevi este postal de Natal, no dia 21/12/2020, para a Mariana dos Natais Futuros, uma lembrança para mim mesma de quem eu era, de quem eu me tornei, do caminho percorrido e da força que eu tenho para encarar o caminho que ainda virá!

 

As nossas dores só a nós pertencem, só quem vive com elas sabe como se sente, a sua dimensão e o quanto custa viver com elas, não cabe a ninguém julgar.

Como enfermeira aprendi que a escala de medida de dor é pessoal e intransmissível, estava eu em 2009, no meu primeiro ano de enfermagem, eu inicialmente, no culminar dos meus 18 anos não entendia que como 0 significava sem dor e 10 a pior dor que já sentiu, porque eu sabia que a dor de um 7 para alguém poderia ser apenas um 2 para outra pessoa, depois compreendi e hoje compreendo melhor ainda, temos de cuidar as necessidades de cada um.

Durante este ano confesso que senti as dores sufocantes e limitantes do 9 e do 10, mas fui aprendendo a classifica-las abaixo da minha dor, não por me desvalorizar ou desvalorizar a minha dor, mas sim porque fui aprendendo a lidar com elas e claro, a dor foi melhorando com as devidas estratégias e aprendizagens. Tive momentos em que vacilei e julguei que não era capaz, mas aquele instinto de sobrevivência animal surgia ao de cima e eu lutava mais um pouco, sempre mais um bocadinho que no dia anterior, até que a frequência das minhas vacilações ia diminuindo.

O estigma da dor é inato, mesmo no mundo da medicina, todos nós já ouvimos da boca de algum profissional de saúde algo como “Doente x disse que estava cheio de dor e a seguir levantou-se e foi fumar… Não devia de ter assim tanta dor assim...” Errado, só porque o doente ao lado estava a ganir com dor 5, não significa que a dor seja maior que a do doente que foi fumar com uma dor 7, mas muitas vezes tendemos a valorizar a dor de quem está a mostrar mais sofrimento e a desvalorizar a de quem não o mostra.

O mesmo acontece com outras situações. Vamos analisar términos de relações, há pessoas que dois dias depois do término estejam na cama com outra pessoa, temos também o exemplo de quem passado um mês ainda esteja na cama enrolado nos cobertores, a comer gelado e a chorar enquanto vê comédias românticas, no Netflix.

Perante a sociedade o fumador e o “garanhão”, não estão em sofrimento, os opostos sim, pobrezinhos, em dor e tristeza profunda, mas é apenas uma crença limitante, um conceito completamente distorcido da realidade, são apenas estratégias diferentes e torna-se frustrante quando poucos são os que parecem compreender isto, o Coping é diferente de pessoa para pessoa, a maneira como cada pessoa lida com a sua vida só a si lhe pertence.

 

A sociedade gosta de criar listas de fases, no entanto nem todos seguimos as mesmas fases de régua e esquadro ou até de forma cronológica, a realidade é que não existem certos nem errados, existem caminhos, rotundas, entroncamentos, bifurcações e tal como no GPS, quando não seguimos o caminho estipulado ele recalcula um novo caminho, na estrada da vida todos conduzimos às escuras, guiados pelos faróis, sim só vemos a distância iluminada pela capacidade e qualidade dos nossos faróis, no entanto com a certeza de que enquanto andarmos o caminho se iluminará à medida que avançamos. O problema é que muitas vezes nos esquecemos de andar; aparcamos, ligamos os quatro piscas e ficamos ali a pensar no caminho que ainda não conseguimos ver, no meio da incerteza. E eu, agora, pergunto-te o que é melhor: Arrancar e seguir em frente deixando o caminho aparecer naturalmente, ou aparcar e pensar no que o caminho será?

Ambos são necessários e em algum ponto da tua viagem vais aparcar mesmo que seja apenas para descansar porque te dói a perna esquerda de fazeres ponto de embraiagem, mas a algum ponto da tua viagem vais sentir que o GPS está a recalcular o teu caminho, vais querer voltar para trás, outras vezes vais encontrar um novo caminho até chegares onde estiveste no passado e achaste que viraste no lugar errado. E tudo isso é válido, normal, natural, o que lhe quiseres chamar. Não foi um erro, foi uma aprendizagem! Mas mais à frente eu irei elaborar melhor este conceito.

 

O meu sonho mais bem escondido, desde os meus tempos de criança sempre foi o mesmo, Escrever Um Livro, talvez desde aquelas idas ao supermercado em que a mamã me comprava um livro da Anita, livro esse que assim que eu chegava a casa me transportava para um maravilhoso mundo da imaginação guiada.

Ao crescer e me tornar mulher sonhadora e romântica eu achava que ia escrever um romance, uma grande história de amor, talvez um dia, talvez noutra vida, quem sabe, mas hoje não é ainda o momento para tal coisa.

Quando eu escrevi aquele postal, eu percebi que não era de todo um romance, esse livro que eu escreveria, mas sim um manual de sobrevivência, um manual onde tudo fosse permitido, um manual sem regras, mas sim um manual de aceitação aos desafios da vida, um manual com algumas das minhas estratégias e sugestões… Na minha cabeça chamei-lhe o Manual de Sobrevivência Para Gatos Domesticados que Sem Aviso Tiveram de Encarar o Mundo Sozinhos.

Trocado por miúdos, nós humanos vivemos a vida muito focados e dependentes das nossas relações, dos nossos medos e crenças limitantes, tal como o gato caseiro, completamente domesticados e depois quando perdemos essa nossa bagagem confortável e enfrentamos o mundo temos tendência a vacilar. É normal, estou apenas a fazer uma constatação e não uma crítica.

A minha gata reside no apartamento, não vai à rua, tem comida e cama ilimitada, mas se um dia ela se encontrasse perdida no mundo ela também teria dificuldades em se readaptar. É natural! Tal como um animal que fica anos no zoo e é novamente libertado no seu habitat natural, fica fragilizado, perdido, e mesmo que no papel pertencesse ao topo da cadeia alimentar, poderia facilmente ser derrotado por outro animal supostamente mais fraco.

Este livro é de mim para ti, para te mostrar que está tudo bem, com uma grande pitada da minha história, se te motivar e de certa forma guiar, então parte do meu objetivo estará cumprido.