Wednesday, 5 February 2020

Single Paradise

Hello February...


Eu fiquei solteira antes destas festas todas, o meu aniversário com ele, o Natal, a passagem de ano e agora o dia dos namorados!

Enquanto estive no mundo das borboletas e dos passarinhos e dos felizes para sempre pensei que se estivesse solteira nesta alturas que estaria deprimida, agarrada a uma caixa de chocolates, a ver filmes românticos e a chorar baba e ranho.

A verdade é que nada em relação a este mundo é aquilo que eu imaginava ou até me lembrava.

Tem sido muito mais tranquilo do que eu esperava, tenho lidado pior e melhor ao mesmo tempo. Em parte tenho-me focado muito mais em trabalhar e em fazer mais por mim, como por exemplo ler livros que me interessem, estimulem e me façam crescer... tenho fugido um bocadinho das redes sociais e de coisas que achavam essenciais noutros tempos.

Aprendi que não tenho de mostrar nada a ninguém e tenho de ser quem sou por mim, deixar de carregar e de me focar nos problemas dos outros, deixar de sofrer pelos outros, tenho-me focado a ser eu e apenas eu. E isso tem sido bastante reconfortante.

A mudança está em nós e não nos outros.

Viver sozinha está a ser uma aventura a todos os níveis mas de uma certa forma reconfortante. 

Não tenho andado roda no ar como se calhar muita gente me imagina, tenho andado a viver até de forma bem pacata, muito caseirinha mas também não tenho andado deprimida como acharia que iria viver.

Verdade, seja dita, sempre sofri por antecipação que se algo acontecesse e ele me deixasse eu iria ficar para morrer. Vivi em medo constante, e a verdade é que a vida continua e não é assim tão má como eu me lembrava.

Se o mundo dos solteiros é um paraiso? Não, não é, sou constantemente abordada a perguntar por ele provavelmente isso acontece-me tantas vezes por semana como me convidam para sair. Normalmente reajo da mesma forma hoje em dia, mudo de assunto e não respondo...

Há vantagens e desvantagens em ambos os mundos, aprender a viver sozinha e de forma independente é um desafio para mim, mas viver acompanhada também foi, convém aceitar os desafios que a vida nos atira e vivê-los intensamente porque não sabemos quando é que a vida nos vai atirar o próximo!

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Saudações Negras