Monday, 9 March 2020

Uma Pequena Nota | Imposições da Sociedade & Estereótipos

Este post (que já andava no forno há algum tempo) vêm, infelizmente, do culminar duma conversa com o meu senhor pai e as suas opiniões pouco racionais! [sejamos francos o senhor progenitor é um bocadinho quadrado!]



A Sociedade julga, peso, imagem, estilo, o que vestimos, tatuagens, piercings, profissões, o carro que conduzimos, as nossas relações,  a idade a que temos filhos, no fundo, a sociedade julga tudo! E acaba a ter estereótipos para tudo e mais alguma coisa!

Na opinião do meu progenitor, como reacção às minhas mais recentes aquisições atirou para o ar que tatuagens são para fracos que estão de mal com a vida, confesso que se eu não tivesse existido (sabe-se lá como) a partir dum dos seus espermatozóides o tinha mandado ir apanhar no, mesmo à Porto, bujão! Continuou a atirar para o ar "Ah e piercings são para bagagocos!", bem eu aqui já pensei como seria possível a minha mãe, uma senhora tão inteligente ter estado casada tantos anos com um energúmeno que nem badalhocos sabe escrever... É que não saber escrever energúmeno eu dava-lhe uma desculpa, mas badalhocos?! Tipo... ?! 


  • Tantos conceitos errados numa conversa tão rápida, primeiro tatuagens e piercings são para pessoas extremamente limpinhas, e não para badalhocos, é preciso muita higiene, muito respeito e muitos cuidados para ambos cicatrizarem, por isso: Não, pai isto não são coisas para badalhocos!
  • Tatuagens não são para fracos, primeiro dói, logo pessoas fracas como tu, não aguentavam, lamento informar-te! Segundo, não, tatuagens não são para quem está de mal com a vida, separares-te da tua mulher e culpares-me a mim isso, sim, é estar de mal com a vida, tatuagens são para quem está tão bem com a vida que decide marcar o corpo, tal como ele próprio mencionou, sabendo que é para toda a vida! E mesmo assim ter confiança e estar preparado para as carregar até que a morte nos separe do nosso corpo físico! 


Nisso respeito imenso os ingleses, eles são tão desconectados, tão frios, como nós costumamos dizer da boca para fora, eles em Londres, pelo menos não julgam a cor do teu cabelo, tatuagens, piercings, estilo, etc... eles estão tão adaptados ao diferente que o comum é aborrecido, mas pronto às vezes a mentalidade de uma civilização que viveu oprimida durante décadas e que fez uma revolução sem mortes ou sangue torna-se tão pequenina que não dá para mais! 

Mais estereótipos estúpidos duma conversa rápida com o meu pai, eu sou filha de pais divorciados (Amén! Graças a Deus a minha mãe sempre mereceu mais que o meu pai!) divorciaram-se já com duas filhas adultas, (para vocês terem plena consciência da coisa) e o meu pai atirou logo a matar «Essas tatuagens e piercings são influência da tua mãe, enfim!», bem, se eu não andasse a tomar os comprimidos eu juro que lhe saltava ao pescoço e arrebentava-lhe a carótida, mas como eu tomei os comprimidos nesse dia, a conversa não descambou! Não, pai, eu tenho 28 anos, 28 anos, eu vou repetir, 28 anos, estou a meia dúzia de semanas de fazer 29, eu tenho quase 30 anos, vivo a cerca de 2000 km da minha mãe, e não ela nem sequer soube que eu ia fazer nada disto, ah ah, aliás a minha santa mãe foi informada pelo Facebook em conjunto com os meus restantes amigos do que eu fiz.

Por isso para todos os progenitores divorciados fica aqui um recado para vocês, os vossos filhos, pelo menos os adultos, são responsáveis pelos seus próprios actos, e não, não é por culpa do outro, só porque um dia vocês co-existiram e hoje não se podem ver à frente, isso é problema vosso, ok? Os vossos filhos, resultado dum período de co-existência não têm culpa dos vossos problemas, por isso quando pensarem besteira uns sobre os outros, façam-nos um favor, metam a viola ao saco e calem-se para sempre, tal como todos os convidados do vosso casamento que achavam que aquilo era má idéia fizeram! Boa? Vamos tentar? Agir como pessoas racionais? Ou pelo menos civilizadas?

Bem, relações e opiniões, ui ui, confesso, o dito cujo estava extremamente engraçado, tão engraçado que acabou a falar sozinho porque eu já estava sem paciência para ouvir tanta baboseira junta....

Então diz ele, a pessoa mais impulsiva que eu conheço, num tom bastante manipulador ao qual eu ignorei com sucesso que em tudo na vida devemos colher opiniões, pensar e dormir sobre o assunto, a minha mãe que graças a Deus teve o discernimento de criar filhas independentes capazes de pensar pelas suas próprias cabecinhas, Se conselhos fossem bons, vendiam-se não se davam... (o ditado é velho mas muito acertado) eu tinha a mania de aconselhar o mundo inteiro, finalmente percebi que isso é tão errado, a minha opinião é baseada na minha vida, na minha história, na minha experiência e muitas vezes não se adapta à viagem de vida dos outros, se não vivemos ou passamos pelas mesmas realidades não podemos dizer «Ai se fosse eu...» se fosse eu nada, o melhor é estar caladinho, porque até vivenciarmos o mesmo, e nunca nada é igual, nunca nada é comparável, porque não há duas pessoas ou duas situações iguais, apenas semelhanças, Exemplo: Eu costumava dizer que se eu e o Paulo terminássemos não iria haver retorno porque eu não estaria receptiva a sequer falar com ele, hoje em dia, sei que se por a caso a possibilidade aparecesse e de termos de trabalhar e reconquistar muita coisa eu estaria receptiva. 

Por isso, opiniões de quem não vive a situação e que sabe apenas um lado da história ou apenas o que uma pessoa partilha valem igual a nada! Ok? Eu aprendi isto e aprendi a libertar-me das opiniões dos outros, desculpa pai mas não me vais conseguir influenciar!

Mantendo a história no assunto do Paulo, o meu pai na altura, desde que o conheceu, bem, era um amor, parecia que só estava bem a cheirar-lhe o rabo, o filho que ele nunca teve, «Oh Paulo, anda comigo ali, oh Paulo, anda comigo ao café, vamos ao meu irmão, vamos não sei aonde!», hoje demente das ideias diz que nunca gostou dele e que eu merecia melhor... (eu pensei em interná-lo no manicómio depois desta, mas ele tem um tumor cerebral, benigno atenção... por isso vamos culpar o tumor por esta conversa toda da treta!). Eu a este ponto já estava pronta a soltar-lhe o pastor suiço que a minha irmã tem lá em casa e deixar que ele lhe tirasse um pedacinho...

Mas contive-me, coitado é doente... Também sempre achei que a minha mãe merecia melhor... nunca gostei muito dele como marido da minha mãe mas aguentei por mais de 20 anos. 

Portanto as minhas relações sempre foram coisas que mantive à parte da minha família, o Paulo foi o único que conheceram e só o conheceram semanas antes de ele viver comigo, sei até que partilhei informações a mais, mas pronto... está feito, aprender e seguir em frente!

Outra coisa eu sou blogger, não sou influencer, detesto essa palavra, significaria que vos obrigo ou vos influencio a fazer coisas, eu partilho os meus gostos no meu blog, e como hoje as minhas opiniões, aliás esse sempre foi o objectivo do meu blog, gritar ao mundo o que eu pensava (tipo hoje, ah ah), cada um de nós é responsável por ter senso comum (que às vezes não é tão comum como se espera) e pensamento crítico, não é porque eu digo vamos todos saltar que vocês tem de me perguntar quão alto é para saltar, ok? Cada um de nós é responsável por avaliar e criticar as decisões dos outros e avaliar o quão favorável é se aplicarmos as mesmas à nossa vida.

Um dia destes trago-vos uma continuação deste post... no entanto...

A todos os que perderam tempo a ler este post até ao fim, UAU, Respeito e Gratidão, bem vocês batem forte cá dentro, prometo que no próximo falo-vos duns perfumes ou de algo de beleza, ah ah, só para quebrar o gelo...


Até Já!

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