Saturday, 5 November 2011

Abutre

Abutre da Vida

Sentir a tua falta
Dantes sabia o que era saudade
Hoje sei que nunca mais te vou ver.
A falta que me fazes.
Um sorriso,
Uma disposição,
A felicidade de estar a teu lado.
Roubaram-me tudo,
Levaram-me o coração
Deixaram-me a esvair em sangue,
Ficaste a espera,
Como um abutre,
Esperando a minha morte,
Pediste-me o mundo e o que querias?
Apenas um cadáver onde pudesses saciar a tua fome,
E seguisses em frente procurando o que?
A felicidade noutros cadáveres?
Tornando-te cadáver de outros abutres,
Deixando-te cair na teia da aranha,
Tornando-te presa depois de seres caçador,
Levando parte de mim,
Nessa viagem que outros chamam vida.
O tempo não volta atrás
E o que está feito, feito está,
Conhecias o jogo,
Conhecias a aranha
Sabias onde estava a sua teia,
Mas mesmo assim, optaste por dominar,
Deixando-te dominar
Num jogo sem fim onde apenas existe
Um vencedor e um vencido
wolfrunOnde começas por dominar,
És abutre,
Mas prendeste nas teias
Passas a presa dos seus caprichos,
Um dia conseguiras perceber,
Talvez,
Que a aranha,
Não é aranha,
É simplesmente abutre
Mas mais abutre que tu,
Que disfarçada de futuro, futuro cadáver,
Te enganou,
Vais estar frágil e ferido
Farto do jogo sem fim
Irás procurar os cadáveres,
Aqueles que deixaste abandonados e sós
Com o seu fim à vista
Escondido na enseada,
Mas apenas vais encontrar pó,
Porque outros abutres vieram,
Decidiram-se a abandonar os seus papéis
Ajudaram os cadáveres a viver,
E esses não mais querem ser cadáveres.
- Final feliz?
Talvez o dos cadáveres.
O teu? E doutros abutres?
Talvez se conseguirem mudar
Tenham também um final feliz.





21 de Janeiro de 2009

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Saudações Negras