Saturday, 11 September 2021

//Episodios desta vida que explicam tanta coisa da minha vida anterior

 

Eu a conduzir a caminho do midlands...

Sai de casa a contar com 2h20m de viagem. Ok.

Mas apanhei dois acidentes e obras na auto estrada... entao falhei a primeira estacao de serviço planeada para ganhar tempo... e estava à espera de passar a segunda.
Tinha comprado cappuccino frio no lidl por isso estava bem atestada até à segunda estaçao de servico...

02:20 tornaram se 04h20m

Vejo a placa a dizer estaçao de serviço 7 milhas e eu suspiro... abençoada seja a estaçao pq eu estou literalmente a 1 gota da bexiga transbordar...
Mas 5 milhas antes do paraiso aparece a placa desvio 🥶🥶🥶🤯🤯🤯...
Devido a obras aquele trajecto da autoestrada estava fechadooo

Naaaaaaaaaao

Entao la vou eu pelo meio do campo à procura de um estamine que esteja aberto

Nada

So se ve mato e campo...

E é neste momento que o cerebro brinca com os nossos sentimentos...
Eu so conseguia pensar em banheiras, torneiras a verter agua... piscinas... praia... rios preguiçosos... estao a ver o filme certo?

Eu passo por placas e placas... vilazinhas de nenhures
Nada aberto
Aquelas vilas giras que eu adoro... mas que me estavam a irritar... porque Nada tava aberto... a uma sexta feira à noite...

Eu começo a pensar... preciso de um quartel de bombeiros... compatriotas jamais negariam um verter de aguas a uma pobre jovem...
Depois claro que imaginei como seriam os bombeiros no midlands... barrigudos certamente... mas foi uma divagaçao rapida que como veio como foi...

Voltei a concentracao para a estrada... um sitio para aparcar que pudesse fazer à caçador... mas depois pensei eu sei la o que esta neste matagal... ainda é um pantano (mais pensamento com agua...) e depois entalo o carro nesta terra que n passa vivalma
Na na na

Depois claro comecei a transpirar e pensei como seria bom ser o homem elastico
Assim poderia por o rabinho janela fora enquanto conduzia... a este ponto eu ja nem quero saber quem me olha o rabinho... o que eu quero é libertar me deste peso morto na minha bexiga... e afinal o que é bom é para se ver e eu tenho muito orgulho no meu rabinho sedoso...

Depois lembrei me que se eu fosse homem e tivesse um urinol que seria muito mais facil... os meus doentes conseguem fazer sentados na cama... portanto um bocadinho de multitasking e eu seria capaz de fazer e conduzir ao mesmo tempo...

No mesmo tipo de pensamentos pensei porra o que eu precisava mesmo era uma algalia... 💡💡
Claro que devagarinho divaguei para quem faz self cateterizaçao e perguntei me como é que uma mulher o faz... para um homem é facil so tem um buraco...
Mas como é com uma mulher?!
Oh upsy uuuuhuuuuh sitio errado aí so mais logo🥵😛😜🤪...

🤨🤨🤨

E depois lembrei me de outras vidas... de quando era dondoca passageira e quando ele ficava calado e com a mesma expressao facial que eu estava a fazer
Eu perguntava : que tas a pensar amor?

E soou nas minhas orelhas a mesma pergunta e eu respondi o mesmo que me respondiam "nada"

Nao meninas eles n estao a pensar noutra gajas... eles estao simplesmente a ter pensamentos com qualidade de m**** que n vale a pena partilhar portanto tenham um bocadinho de amor proprio e n perguntem...

Depois mais à frente fui passando por alguns sitios que podia parar mas que n parei... pensei no alivio que seria... pensei na brisa fresca... pensei o quao era estupida por nao parar... pensei em voces e em quanto eu riria se lesse esta historia e decidi partilhar convosco

Passei em "Finedon" sim é uma paroquia qq aqui no midlands e pensei vou parar aqui mas pareceu um sitio fino demais...

A cerca de 20 minutos do sitio da pernoita ouço no ouvido "tenho de ir à casa de banho"
E eu que sou meio gajo ataquei logo: "eu disse para ires a casa de banho antes de sair de casa" AS PESSOAS ESTAO À NOSSA ESPERA E AINDA VAMOS PARAR A MINUTOS DE CHEGARMOS

So se tinham passado 4 horas e eu ja estava aflita ha mais de uma hora e meia... a transpirar em bica...
Mas nem 5 minutos depois aparece uma estacao de serviço... pronto pronto...

A manter a calma com todo o meu cavalheirismo... ah vai la primeiro eu estou bem... aqui a manter o meu cool... se calhar é melhor ir lavar as maos e tal...

FINALMENTE!!!! - GRITOU A MINHA BEXIGA... PARECIA O REBENTAMENTO DUMA BARRAGEM
AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH

//Episodios desta vida que explicam tanta coisa da minha vida anterior

Friday, 16 July 2021

Aquela 5ª Feira à noite...

 ... em que percebes que te encontras no limbo da vida! Meus amigos ou eu não sou normal ou o mundo virou um fiasco de pernas para o ar.


Então estava eu à 1 da manha, com a portada da varanda aberta para correr um arzinho fresco, a Alexa tinha acabado a playlist e eu tinha terminado mais uma season no Netflix... em casa tinha ficado um completo silêncio, mas dois intervenientes da festinha do vizinho estavam cá fora, num jeitinho de banter e flirt... ela perguntava-lhe de certas raparigas... e tal... e ele lá respondia, ela atirava-se descaradamente e ele como bom player não se mostrava muito interessado...


E eu claro, do meu lado a torcer que ela fosse um bocadinho mais inteligente que aquela situação... mas dois minutos daquela conversa ridícula eu cheguei à conclusão de como a noite ia acabar para aqueles dois, porque ela estava para lá de ajuda, a não ser que fosse profissional (a nivel da psique), ele ia acabar a noite a jogar batalha naval e a afundar porta-aviões ou submarinos, não sei bem, pela atitude certamente um submarinozito daqueles à Paulo Portas, com falta de peças, mas o que é que eu sei... ela ia acabar a rezar umas rezas do demónio e no fim irá acordar amanha certamente arrependida, porque ele nunca mais lhe disse nada, a sentir-se usada, com a cara toda borrada do estuque que pôs para se sentir mais confiante... 


E eu aqui sentadinha a escrever-vos, penso que raio de solteira, na flor dos meus 30 sou eu?

Passo a explicar a minha souree, então começou comigo à luta com as almofadas do sofá... no dia em que escolhemos o desgraçado do sofá era muito giro... mas devo-vos dizer que falta ali qualquer coisa, talvez um bocadinho de velcro sei lá... já pensei seriamente em me livrar do desgraçado ou então resolver o problema com super cola. Mas ainda não me decidi, quando decidir informo-vos... Mas sim, é uma luta diária desleal e eu como boa teimosa que sou, tenho dias que procrastino e evito essa luta, bem esses dias são certamente desconfortáveis e estou apenas a evitar o inevitável... porque eu vou acabar a ceder...


Depois dessa luta estive uns bons 20 minutos a rir-me da minha gata, pobrezinha da minha doce Belle Mafu, sempre tão fofinha, desde que ganhei o aspirador da Kobold ela tem revelado um lado dela que eu desconheço, bufa-lhe como uma doida, mesmo com ele desligado e encostado a um canto ela atira-se a ele como que se o fosse atacar... é de rir, vivo com esta bichinha há quase 6 anos e só agora é que ela está a revelar este lado dela... deve ser o pronúncio da crise dos 7 anos de relação... será que vamos ou será que rachamos? Para já eu acho a situação simplesmente hilariante.


Depois disso estive a discutir com a Alexa, porque ela estava armada em parva e não estava a compreender as instruções, lá acabou a obedecer... e com uma músiquinha de fundo lá acabei de devorar mais uma season duma série manhosa qualquer do Netflix...


Antes disso tudo tinha ido no meio da tarde, de pijama ao Sainsbury, bastante despreocupada para ser honesta, a pensar na qualidade de vida que tinha, mas para ficar extremamente aborrecida porque eles estão a descontinuar o azeite que eu gosto, e porquê? Sabe lá Deus, eu só sei que este azeitezinho em quase 7 anos neste país tinha sido o melhorzinho e o mais barato que eu tinha experimentado, claro perguntei muito ofendida ao funcionário da caixa o motivo e ele olhou para mim como se eu fosse tontinha.... Amigo AZEITE para uma mulher mediterrânica é vida! Mas para esta maltinha que tempera a comida com pacotinhos de papel de sal e pimenta como se fosse açucar para o meu expresso... é talvez um conceito demasiado complexo!!!


Regressei a casa com um certo pensamento que de certa forma me assustou e me confortou, quando eu tinha tudo eu não dava valor a nada, quando acordei depois do meu mundo ter caído na ruína e perceber que no pouco que tinha eu dava valor àquela garrafa de azeite específica que encontrava no supermercado onde vou de pijama me dava um certo prazer, então eu tinha aprendido uma das lições que eu precisava de aprender, dar valor, perceber que nada é garantido, nem mesmo uma garrafa de azeite plástica, da marca da casa e eu reparei antes de ela desaparecer. 


Mas voltando à dita festa decadente do vizinho, ela continua enquanto vos escrevo e os mesmos idiotas continuam à conversa... ela diz lhe salta da varanda por mim... (estamos no quarto andar e a aterragem seria provavelmente no terraço de cimento do vizinho) e ele diz cheio de confiança «confia em mim à um ano atrás eu faria mas hoje não, há um ano atrás eu saltaria e levantar-me-ia, pedia outra bebida e ainda te levava para casa!» eh lá há um ano atrás este gajo ou era o homem elástico ou o homem aranha, mas como se reformou!... (e a Mimi deste lado a oscilar entre a posição da estátua O Pensador de Rodin e o emoji com a gaja a bater com a mão na cara!!!!) como alguém que em tempos conheci diria... ENFIM!


Mas tudo isto me faz pensar, quando eu tinha tudo eu achava que ia ser destas tontinhas que eu vejo, que entram sozinhas mas que tem necessidade de sair acompanhadas apenas para que vejam que vão sair acompanhadas, como se tivessem que provar algo a alguém... 

Que falta de conhecimento na pessoa que me tornaria.

Vivi em tempos da selfie em que parecia ainda mais feliz do que era, que vivi daquela postagem do instagram, que freebies me provavam que o que eu faria era valorizado... daquelas fotos de viagens a provar a bela vida que tinha, fotos de comida que provassem que estava em sítios maravilhosos ou que era uma cozinheira digna do Master Chef...


Mas eu era feliz, mas só me sentia verdadeiramente feliz depois da aprovação/validação dos outros. 

Conheço outros casos que já não são assim, exemplos simples de quem passa a vida a queixar-se aos outros de que é infeliz na relação, que não passa tempo suficiente com os filhos, que se sente frustrado no trabalho. Mas olhas no instagram e são o casal que vibra em felicidade, fora das fotos ela afogasse em lágrimas e álcool na banheira, passa a vida a sair com os amigos, honestamente quem olha mas não ouve não imagina que naquela vida invejável que muitos pensam que tem, fora das redes sociais essa mesma pessoa se sente um lixo, mal amada,  incompreendida e uma mãe de caca, porque para postar aquelas fotos teve de mandar os filhos para casa de alguém e entre as saídas e o trabalho eles crescem longe dos seus braços.


Recentemente disseram-me que eu estava a dar em louca na minha solidão, que solidão matava. Eu não escolhi ficar sozinha no primeiro instante, mas sempre me disseram que independentemente de tudo, tudo fica bem, e como quem não tem cão caça com gato, aprendi a viver a minha vida, aprovada por mim, validada por mim, fiz um detox das redes sociais, agora uso-as quase exclusivamente para trabalho e piadas, e faço o que tenho a fazer, passo tempo com os amigos que valorizo, afastei-me de quem não acrescentava nada à minha vida... e se prefiro na maioria das vezes estar em casa? sim, é verdade, em casa eu sou rainha, em casa eu estou confortável e gosto bastante da minha companhia, conheci uma nova Mariana, que na realidade eu não conhecia, fiz as pazes com o meu cérebro e comecei a viver bem neste status quo.


Se sou solitária? Não sinto. Tenho pessoas na minha vida. As certas. Não tenho namorado mas isso não me faz solitária. Quantas pessoas estão em relações que se sentem completamente sozinhas acompanhadas? Muitas! Infelizmente senti-me assim algumas/muitas vezes nos últimos meses da minha relação.

A sociedade diz que com a minha idade eu devia ter um rancho de filhos e um marido barrigudo... mas já somos duas barrigudas cá em casa... chega bem! Se devia já ter progredido na carreira? A sociedade diz que sim. Eu sinto que estou numa posição confortável no trabalho que me deixa crescer no meu negócio. 


Em mim, honestamente eu sinto-me bem. E quando dá aquela vontade de ir para aí rebentar meio mundo e regar-me em álcool para provar a mim mesma que estou a ultrapassar melhor que ele... bem, eu como boa amiga das lides alentejanas, eu sento-me e espero que passe.


As colegas estão sempre a perguntar sobre essa vida amorosa, acho que elas acreditam que com a minha personalidade eu ando para aí roda no ar, eu normalmente ignoro, lá perguntam se há namorado, e eu lá digo que não, elas lá insistem e perguntam se eu estou nas apps e eu hum hum, não imaginam elas que 95% dos gajos não passam da primeira mensagem, 3% não passam do primeiro dia de conversa, a percentagem de quantos conseguem o meu numero ou um encontro... well a lady doesn't kiss and tell... ou será que me juntei a um mosteiro? Não se sabe. Só a mim diz respeito.


A única coisa que vos posso dizer é que fiquei extremamente selectiva. Eu provei a mim mesma a mulher que não sabia que era. Trabalhadora, Forte, Independente, Maravilhosa. E eu tive o melhor que podia ter tido quando não era nem metade do que sou hoje, então porque hei-de me contentar com insignificantes?! Por causa de um desperdício de energia para escorrer duas gotas de suor? Poupem-me! A amazon está cheia de coisas que ajudam com resultados melhores, e com duas mãozinhas... que deus me deu... não preciso que me doa a cabeça apenas para isso!


Portanto que gaja solteira sou eu nos meus 30? Bem, a melhor versão de mim mesma, alguém que tem os seus amigos, que tem a sua família, que tem o seu trabalho, o seu negócio, a sua vida, mas acima de tudo um amor e uma valorização por quem é incalculável....


Claro, que a ouvir pessoas como os amigos dos meus vizinhos que não se encontram no meu nível de clareza emocional, que não capazes de passar 5 minutos sozinhos, eu sinto-me uma velhinha de 90 anos, e só me apetece mandar-lhes com um bocadinho de água benta nas ideias e dizer «No meu tempo isto não era assim!»

Começo a acreditar que na minha vida passada eu morri velhinha porque eu não estou para estas coisas ahah, para não falar das minhas dores nas cruzes e as minhas potenciais artroses.


Na realidade não estou aqui para papar grupos... e as pessoas podem pensar o que quiserem de mim, quem não me conhece pode dizer o que quiser... mas na realidade a mim nada disso me afecta, porque na minha vida quem manda nela sou eu! 

"Second thing second

Don't you tell me what you think that I could be
I'm the one at the sail, I'm the master of my sea, oh-ooh

The master of my sea, oh-ooh " excerto da música Believer dos Imagine Dragons


E por hoje deixo-vos assim um post meio confuso como o meu maravilhoso cérebro... os idiotas foram dormir e eu também já posso ir dormir descansada sem barulho! BEIJOS

Tuesday, 25 May 2021

Os meus 30

Chegaram esses sacanas tenebrosos sem que eu lhes tivesse dado permissão... vieram com um longo aviso no entanto, eu na tentativa de fugir a eles não os aceitando, falhei!


Eles chegaram de qualquer maneira, tenho oficialmente 30 anos.


Passei o aniversário numa depressão compulsiva, enrolada no sofá, entre gordas gotas a escorrer-me pelas faces, não me lembro de chorar assim de forma tão compulsiva e durante tanto tempo alguma vez na minha vida... durante o dia o corpo foi desistindo e dando-me leves sestas que me permitiram dar descanso aos olhos e ao sufoco. 


Gostava de vos dizer que fui fiel aos meus planos, mas não, cancelei com as amigas mal me vi a primeira vez ao espelho... vi no espelho o farrapo humano que me sentia e não me senti preparada emocionalmente para pôr a máscara de menina forte, de mulher fodasse por tras da minha máscara cirúrgica. Então cancelei.


O que é que eu queria fazer? Com quem é que eu queria estas?

Disseram-me passa o dia da melhor forma que puderes e conseguires estar. Pois bem, esta foi a melhor maneira que pude e consegui. Se sabia fazer melhor? Sim, sabia. Mas autorizei-me a deprimir, autorizei-me a chorar. Autorizei-me a sofrer.

Porquê? Simples...

Hoje é a celebração da minha expulsão suja e extremamente dolorosa pelo canal vaginal da minha mãe... quando eu determinei e não na data dada por outras pessoas, se eu decidi nascer aos 8 meses de gestação então hoje decidi e dei um renascimento a mim mesma, no meio do sofrimento atroz renasci.


Porque se de forma egoísta, fria e calculada, fui desprezada como se não tivesse qualquer valor. Então pois bem, sofri, chorei... fiz o melhor para aceitar... não tentei sequer negar ou até negociar. Já não há força para isso.


Hoje determinantemente parte de mim morre, para outra renascer, quando um orgao vital deixa de funcionar, e na realidade é assim que me sinto sem um orgao vital, hoje a medicina evoluída criou os transplantes. Eu nao posso continuar a viver assim, a fazer diálise emocional 3x por semana, morrendo devagarinho, não posso. 


Hoje a pessoa mais importante era eu, eu fiz o enterro, o funeral e o luto aos meus 20 anos.


Amanhã aceito os meus 30 de braços abertos mas isso é para a Mariana de amanha lidar. A Mariana de hoje está cansada. Dói-lhe tudo, desde a cara, aos olhos esborrachados aos pulmões da dor que foi chorar assim, a Mariana de hoje despede-se porque já não aguenta nem com um gato pelo rabo, vou dormir, para amanha acordar uma nova pessoa!


Friday, 21 May 2021

Essa história do «Ai tal Amor..."

É engraçada a capacidade emocional que a quase chegada aos 30 me traz diariamente...


Hoje tenho uma pergunta:

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?


A  Mimi de ontem diria que não! Jamais.

A Mimi de hoje já vê o mundo com outros olhos! Eu detesto pessoas que respondem a perguntas com mais perguntas, no entanto, não seria justo dar-vos a minha resposta logo no início do post... portanto vamos exercitar a mente! OK?


Recordam-se quando nós eramos crianças e nos perguntavam "de quem gostas mais do papá ou da mamã". Eu lembro-me bem dessas perguntas, lembro-me de olhar a minha mãe e pensar "o que é que esta pessoa estúpida está para aí a dizer?! É claro que eu gosto do papá e da mamã de igual forma. "


Mas temos de ter em consideração que eu vos perguntei quando eramos crianças, quando nós eramos inocentes, quando não tínhamos em consideração coisas como respeito, experiências de vida... etc etc


Sim, eu amo os meus pais de igual forma, são ambos humanos, ambos cometeram erros, ambos os continuam a cometer, respeito a minha mãe nos mais diversos níveis, infelizmente o meu pai não merece o meu respeito. Amo a minha mãe, respeito a minha mãe, gosto dela mais dias do que aqueles que desgosto. Amo o meu pai, não o respeito e apesar de o amar tão profundamente como à minha mãe, não gosto dele, hoje. Não é algo de hoje... é uma situação acumulativa.

Sim, hoje a minha mãe é a favorita, mas não porque a amo mais, mas sim pelo respeito que lhe tenho, pela pessoa que ela é!


E os nossos avôs? Eu amava o meu avô da mesma forma que amo a minha avó. Ele já partiu há tanto tempo, já tive mais anos de existência sem ele, dos que os que tive com ele. Não o deixei de amar e nunca deixei de sentir a sua falta. Tem dias que não gosto dele, tem dias que penso que ele me abandona, porque ele é a minha estrelinha, tem dias que eu penso porque deixaste que isto acontecesse comigo? Estavas a dormir? Mas o amor que lhe tenho e a fé que tenho naquele homem que olhava ao longe por mim jamais me falha, sei perfeitamente que quando ele deixa algo acontecer é porque um mundo melhor está para chegar!

A minha avó por outro lado, amo-a tão incondicionalmente como a ele, e a raiva de ela se ter posto num avião no meio da pandemia para ir à Suiça está a passar, mas se essa raiva existiu foi exactamente por isso, porque quando amamos não queremos que se ponham em risco, quando amamos temos medo que amanha não estejam ali. A realidade é que o risco de nos abandonarem, o risco de partirem antes de nós é real. E quando amamos alguém queremos que permaneçam ao pé de nós e que partam connosco nunca antes, porque sofrer a sua falta é doloroso e sempre que perdemos alguém temos de nos reconstruir sem essa pessoa, algo tão difícil na realidade.

Eu tive a sorte de ter tido na minha vida 3 avôs extra. Que amei e me amaram e que me aceitaram como sua como eu os aceitei como meus. Quando 2 partiram sofri mais do que pelo meu avô biológico, é estranho, não sei, eu era uma criança quando ele partiu, e eu senti que ele tinha partido, antes de a minha mãe me contar, eu lembro-me de lhe ter perguntado se ele tinha morrido e de ela me dizer que sim, eu tinha aceite sem aceitar, fingi-me de menina forte, porque era o que eu achava que a minha família precisava. 

Os outros dois emprestados eu chorei, berrei sozinha no meu quarto e eu sabia que era algo que era esperado de ambos. A terceira não sei dela e isso custa-me porque me lembro dela tantas vezes como me lembro da minha própria avó, "será que está bem? será que tem tido com quem falar? ai... que saudades da sua comida"....

Dos 3 a que partiu era a minha favorita, era a mais velha, tinha uma visão tão bonita do mundo para a sua idade. E porque quando era adolescente escrevi para uma revista um texto sobre a avó velhinha dos xailes pretos, ainda nem a conhecia, a carta tinha sido baseada na minha bisavó que não conheci, mas que encaixava perfeitamente nela. As suas histórias, a forma como ela me abraçava, oh meu deus aquele abraço, a falta que faz, às vezes olho as estrelas e penso nela, dantes sentia que lhe tinha falhado. Hoje olhei a noite e senti que não, que o falhanço não era meu, porque eu tentei tudo, o falhanço estava noutras mãos que não eram minhas, nas mãos de quem ela incumbiu uma tarefa e que não foi cumprida.

Mas Amo-os a todos de forma igual, de apenas 2 avôs eu sou uma felizarda por ter encontrado mais pelo caminho. E sim, todas as partidas custaram, mas eu não mudava nada, porque o tempo que passaram na minha vida, todos eles me mudaram, todos eles me tornaram uma pessoa melhor! Porque eu hoje sou quem sou e eles contribuíram!


Amor é uma coisa tão gira... amor não é favoritismo, não é respeito, não é nada daquelas coisas que nós pensamos. Amor sem respeito não é amor, achava eu, porque a meu ver um homem que batia na mulher não a ama, não é bem assim, amor é amor e cada um ama a sua maneira, existem formas doentias de amar sim. Amor, felicidade, carinho, saudade, respeito, são tudo sentimentos independentes uns dos outros.


Eu só tenho uma irmã, e amo-a incondicionalmente... múltiplos dias não gosto dela, ahah, mas amo-a sem precedente. Mas em conversa com pessoas que tem mais do que um irmão todos me dizem " eu tenho o meu irmão ou a minha irmã favorita, mas amo ambos", certo, porque amor é puro, é inocente. O favoritismo deve-se a outras coisas como terem os mesmos interesses e gostos, personalidades, vivências... etc... etc...


Os amigos amamos exactamente da mesma maneira, porque são todos amigos, o melhor amigo é simplesmente o nosso favorito.


Então porque é que somos capazes de amar múltiplas pessoas da mesma categoria exactamente da mesma forma mas não podemos amar duas pessoas?

Trata-se de um mecanismo qualquer no nosso cérebro que traça a linha apenas nessa situação? Estranho


ALTO E PÁRA O BAILE: eu ainda me considero hoje, 100% a favor da monogamia.


No entanto, eu (no momento em que estou a escrever isto, amanhã não sei, perguntem-me amanha, sim?) acredito que o ser humano seja capaz de amar várias pessoas da mesma forma ao mesmo tempo. 


Provas: 

1) Filhos adoptivos quando conhecem os pais biológicos não deixam de amar os pais adoptivos, simplesmente não os substituem no coração, não dizem olha só tenho espaço para um de cada (arca de nóe) portanto fora com os adoptivos e bem vindos pais biológicos ao meu coraçao!

2) Quando eu adicionei os meus avôs emprestados não substitui os anteriores, não apenas adicionei os emprestados e depois de adicionar... será amor para sempre.

3) O filho mais velho dum casal com 3 filhos quando chega o mais novo à sua vida, não diz ao filho do meio, ora bem, vou-te substituir pelo modelo mais novo, não. Adiciona amor por mais um.

(...)


E depois a teoria de quantificar sentimentos é ridícula... a necessidade que nós temos de dizer "Eu amo-te muito" qual é a diferença do "Eu amo-te"? nunca ouvi dizer "Eu amo-te pouco", mas estamos a fazer o quê?! contar bananas? Por favor... "Eu sou muito feliz!" e "Eu sou feliz" há diferenças?! (depende do eu sou feliz na realidade há alguns "eu sou feliz" tal como alguns "eu amo-te" que são balelas, mas isso é pano para outras mangas e o post já vai longo!).

Se alguém for para aí gritar: " Dinheiro eu tenho muito!" (eu nao tenho) a gente pensa logo, que exibicionista, cagarolas de me***, mas lá está gritar para aí "eu amo-te muito" faz sentido... poupem-me!

Na realidade o que nós deveríamos andar aí a gritar ao mundo na realidade é "Eu amo-te mais do que aquilo que desgosto de ti". (outros deveriam dizer "Eu tolero-te mais do que o que te amo", tópico para outro post!).


PROVA:

1 de 1) (porque uma chega para provar o meu raciocínio) Vocês amam aquela pessoa, certo, e amam o seu bafo ao acordar, o seu xulé, o seu sovaco com cheirinho a cavalo, o seu mau feitio, o seu orgulho desmedido, a forma sádica como às vezes de forma propositada vos magoam, etc? Não me lixem e sejam honestos, vá!


Na minha opinião, amar duas, mesmo 3 pessoas uma vida inteira, é normal, os amores são diferentes, não são quantificaveis em metros ou litros ou sequer milhas, amas e pronto.


Porquê? Porque amar por si só não chega!


E só porque a pessoa saiu de cena ou tu a removeste, não significa que o amor morre, o amor não morre porque a mandas à merda. A minha avó continua a amar o meu avô e ele já partiu à tanto tempo. Acredito que a minha mãe secretamente ainda ame o meu pai, menos do que aquilo que ela desgosta dele neste momento.


E eu pois bem, eu amo também, podia adicionar um infelizmente em frente, mas não faz sentido, tal como em criança e ainda hoje, amo o papá e a mamã, também o amo e pronto. 

Hoje posso dizer abertamente que o amo, mas que não gosto da pessoa que ele se tornou para mim, na forma como me trata. Hoje eu amo-o mas não gosto dele!


Hoje abri o coração para a possibilidade de o amar como o windows corre certos programas do background do nosso trabalho, e abrir-me para amar mais alguém. 


Porquê? Porque hoje eu amo-me porque eu hoje me adoro, porque hoje eu gosto de mim. E de nós os dois, hoje eu sou a minha favorita. E como tal, está na hora de voltar a abrir a porta de casa e tropeçar num novo amor, num que eu vou adicionar, porque eu já percebi que não sei apagar. Porque gostar, gosto de muita gente e amar até hoje amei poucas.


Portanto em resposta e em suma à pergunta com que comecei o post:

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?

Eu hoje, acredito que sim, já não acredito que o segundo seja substito mas sim uma adição à nossa equação que trará coisas diferentes à nossa vida, tal como o segundo irmão ou uns avôs extra! Se sei por facto, não, não sei. 

Mas prometo que vou procurar descobrir e quando souber vos conto tudo! Prometo mostrar a mim mesma que sou capaz, sabendo que o vou mostrar aos outros que o sou. E é nessas viagens de auto descobrimento que descobrimos imenso sobre nós mesmos!



Fiquem bem.


Saturday, 3 April 2021

Disrupção do Status Quo

Basicamente o "Status Quo" é a condição que permanece antes de qualquer alteração.


Cada um de nós tem o seu lugar certo e exato em tudo, nas suas relações, no trabalho, na sociedade. E quando isso não se altera esse é portanto o nosso status quo.


É por assim dizer semelhante à Lei da Inércia, nós também criamos resistência e tentamos tudo por tudo permanecer no nosso "Status Quo".

Wednesday, 17 March 2021

Racionais ou Emocionais

 O mundo está cheio de crenças incongruentes, toda a vida acreditei que apenas poderíamos ser racionais ou emocionais...

Racionais esses frios e calculistas que pensavam mil vezes antes de mexer um pé e claro os emocionais, a categoria na qual me classificava, aqueles talvez ligeiramente bipolares que riem até chorar, em que a dor doí de forma descompensada.


Talvez devesse ter percebido a conclusão que cheguei hoje quando um carro se afastava e uma mãe lavada em lágrimas acenava adeus a um filho, que deixava as lágrimas correr pela cara abaixo por se despedir para ir abraçar uma nova vida que os racionais sentem, sentem à sua maneira, talvez então tenham apenas uma forma diferente de se exprimir?

Talvez devesse ter percebido quando os emocionais, se dispersaram culpando-se uns aos outros pelas maleitas das vidas de cada um, quando foi apenas um ciclo de vida que mudava, de costas voltadas, uns deprimidos, outros revoltados, outros de forma oportunista a agarrar a situação como forma de desculpa para fazer tudo mal... 

Então emoção, razão, a forma como cada um pode ser quantificada? Eu pensava que sim, e de certa forma a emoção, tal como a dor pode ser quantificada, mas tal como a dor não pode ser standarizada o que é algo muito estranho para uma enfermeira, afinal, a gente quantifica tudo, mas a verdade é que mesmo quantificado é muito fácil perceber, ora analisemos um batimento cardíaco de 76, por exemplo, vamos conectar 5 pessoas a bater a 76 a um eletrocardiograma, serão esses 5 ECG's iguais? Não claro que não, mas não estavam todos a bater a 76 batimentos por minuto?! E todas as pessoas reagem da mesma forma a um batimento de 76? Também não, uma velhinha pequenina e fofinha que normalmente bate nos 40, atingir um 76 vai sentir que o coraçãozinho lhe está a fugir do peito... Mas por exemplo um doente com Fast AF descompensada que esteja a bater a 150 nos últimos 2 dias quando atinge os 76 está fisiologicamente preparado para fazer uma sestinha.


Então quem não mostra a sua emoção ou a sua dor, sente menos do que aqueles que a sentem, quem leu o prefácio daquele livro que eu anunciei mas nunca mais publiquei talvez nada sobre ele já sabe que a sociedade acredita que sim, mas que não é verdade, então emoção é a mesma coisa. Esta sociedade dos contos de fada espera grandes gestos românticos, mulheres perfeitamente puras e singelas que precisam de ser salvas pelo príncipe encantado... mas não é que a gente tem uma expressão para isso "Tudo para inglês ver!"


Então se criticamos o exagero vazio, porque é que a expectativa no que criticamos? Suspeito, certo?!

Qual é essa ideia de querermos que um homem seja arrebatador com os maiores gestos do mundo se somos aquele tipo de mulher que não quer que um homem a salve mas sim que volta ela sinta o coração dar um pulo porque ele lhe mandou uma mensagem, ou que o coração salte um batimento porque ele fez algo inesperado... ou apenas alguém que quando estamos a conversar nos ouça realmente?


Afinal o que é que nós queremos?

Afinal quem sou eu? 

A emocional? A racional?


Bem, eu já fui emocional, eu já perdi o controlo dos meus pensamentos, já perdi controlo das minhas emoções! E quando a vida me deu oportunidade de crescer? Perdi-me mais um bocadinho, atirei-me ao fundo dum poço...


E como é que eu saí de lá? Nem eu percebi bem, é um facto: eu não percebi bem quando saí, eu só sabia que queria ser salva, mas eu não precisava de salvação, quando eu lá cai não havia forma de subir ao poço, estava tão escuro... mas entretanto alguém me atirou um sabre de luz (Sim, Star Wars Style) e eu fui capaz de ver a corda que sempre lá esteve, com alguma iluminação pelo caminho eu lá consegui sair, porque o poço não era tão fundo como parecia, e apenas eu me poderia salvar mas a floresta até chegar a casa era densa... 


Pelo caminho descobri pedrinhas e montanhas e lá as fui ultrapassando, hoje descobri que eu sou simplesmente Racionalmente Emocional.

Isto para alguns parece história de criança de pais separados que não consegue escolher lados, a verdade é que eu sou uma adulta de pais separados, e verdade mais absoluta que isso é que eu sei fazer as escolhas que tenho de fazer nos momentos que tenho de as fazer, afinal escolhas não são absolutas, e hoje o que parece certo amanha pode não ser, então porquê decidir hoje o que não interfere com o nosso momento?

É mesmo uma coisa de se deixar levar pelo momentum, parece uma teoria alentejana, mas não é! O que eu sei hoje não sabia ontem e talvez amanha venha a descobrir algo que o mude... portanto, Take a seat and enjoy your ride!

Mas basicamente o que é isto que eu decidi intitular de Racionalmente Emocional, basicamente é a capacidade fenomenal de controlar as nossas emoções... e sim podem vir com a teoria da impulsividade, os emocionais são normalmente impulsivos, OK, fair enough, e que tal impulsividade com moderação? Uma harmonia perfeita entre a ponderação e a espontaneidade.

É uma linha ténue, uma arte a ser aperfeiçoada, no entanto os emocionais só tem uma linha da equação, as suas emoções relativas a uma acção e isso faz com que reajam, e como é que eu controlo isso? Algo que me pareceu aterrorizador mas tão fácil de fazer, adicionar linhas à equação duma forma muito específica:

basicamente analisas a situação se não estivesses envolvido

  • Parte da equação é o eu, como é que eu me sinto? porque é que eu me sinto assim? A forma que eu estou a reagir tem apenas a ver com a situação em questão? As minhas experiencias e aprendizados... 
  • outra parte da equação é a pessoa, porque é que ela fez isto? qual poderão ser os motivos para tal acontecer, as suas experiencias
  • Algo que eu amo adicionar também são os cenários, como é que eu me vou sentir melhor a curto, médio e longo prazo, partir uns pratos poderia ser giro, mas depois vou precisar de comer e vou-me arrepender de os ter partido, onde é que eu quero chegar e como é que a minha reacção afectará isso, mas acima de tudo ser fiel a mim mesma, se na verdade eu não quero tratar a pessoa mal, e isso só me faria sentir bem naquele momento porque estou a ser egoísta e apenas quero fazer aquela pessoa sentir-se mal pela maneira que me fez sentir, não vale a pena, porque na realidade eu depois vou sentir-me mal ao quadrado, vou me sentir mal pelo que senti na altura e pelo arrependimento de a ter tratado mal, por isso de que me adiantaria?


E para ser honesta, até sabe melhor, porque aí deixas o registo agressivo-passivo e um ciclo vicioso de acção-reacção, porque num registo mais assertivo tu cortas um pouco a reacção da pessoa à tua reacção à sua acção, complicado? Bem eu explico:

Nós somos animais, racionais, mas animais, o nosso instinto é estar sempre preparado para lutar, amor com amor se paga e tal...

Então quando tu não reages mal a uma acção negativa contra ti essa pessoa fica tipo com a cara do smile :O e agora?! eu não estava preparado para uma reacção neutra ou positiva... e vocês até podem pensar mas isso é uma atitude de menina, então por essa lógica se me derem um estalo eu dou a outra face? Não, de todo, simplesmente (eu que já fui toda a favor de vingança fria servida ao pequeno almoço e não me levou a lado nenhum, pelo contrário) uma atitude mais assertiva, uma atitude mais assertiva pode magoar muito, mas muito mais que uma atitude mais agressiva, e porquê? Porque nos faz parar e pensar no que andamos a fazer da vida.

E o que conseguimos duma reacção agressiva? NADA! Sentimo-nos pior e arrependidos, a outra pessoa não percebeu o que fez, gasto de energia e tempo desnecessário.


A minha gata às vezes assusta-se e arranha-me, eu fico chateada mas passa, porquê? Porque eu sei que ela estava assustada, outras porque eu a magoei, outras porque está aborrecida, outras porque quer a minha atenção ou sente que eu não a estou a ver, as pessoas também são assim, e às vezes se conseguirmos perceber como as pessoas se estão a sentir no momento é muito mais fácil de controlar as nossas emoções.


Outra maneira muito boa é controlo de expectativas, compreender que às vezes as coisas correm mal, compreender que os outros são tão humanos como nós ajuda, ninguém é perfeito! E saber que tudo pode acontecer, quando tens uma capacidade de correr cenários positivos, neutros e negativos deixa-te mais preparado para um controlo de emoções, porque elas deixam de ser tão extremas, então sais daquele modo de vida equivalente a seres uma pistola com pernas pronta a disparar. 


Conclusão: é possível, é um modo de vida que parece mais exaustivo, no entanto é mais relaxante, na realidade estar sempre na acção-reacção e na oscilação do passivo-agressivo é exaustivo, quando sabes que certas coisas podem acontecer já tens o discernimento de ter uma resposta à situação muito mais clara, muito mais focada. Uma coisa que comecei a sentir foi que não deixo coisas por dizer, quando faço a minha resposta assertiva digo exactamente o que quero dizer e fico por ali, assunto resolvido. Muito mais simples que andar com nhe nhe nhes e ficar com aquele sentimento pendente de podia ter dito isto ou aquilo ou podia ter feito melhor!

Não, o sentimento com que hoje fico é orgulho pela pessoa que me tornei e pela forma como reagi à situação.


Os últimos 16 meses foram um longo caminho, mas cada vez mais percebo a necessidade deles e a mulher que existe hoje no lugar da que fui! 

O que inspirou este post, ahah, tanta coisa, mas o maior impulsionador foi a música Believer dos Imagine Dragon que ouvi às 4 da manhã e me fizeram simplesmente agarrar no pc e escrever...