Tuesday, 25 May 2021

Os meus 30

Chegaram esses sacanas tenebrosos sem que eu lhes tivesse dado permissão... vieram com um longo aviso no entanto, eu na tentativa de fugir a eles não os aceitando, falhei!


Eles chegaram de qualquer maneira, tenho oficialmente 30 anos.


Passei o aniversário numa depressão compulsiva, enrolada no sofá, entre gordas gotas a escorrer-me pelas faces, não me lembro de chorar assim de forma tão compulsiva e durante tanto tempo alguma vez na minha vida... durante o dia o corpo foi desistindo e dando-me leves sestas que me permitiram dar descanso aos olhos e ao sufoco. 


Gostava de vos dizer que fui fiel aos meus planos, mas não, cancelei com as amigas mal me vi a primeira vez ao espelho... vi no espelho o farrapo humano que me sentia e não me senti preparada emocionalmente para pôr a máscara de menina forte, de mulher fodasse por tras da minha máscara cirúrgica. Então cancelei.


O que é que eu queria fazer? Com quem é que eu queria estas?

Disseram-me passa o dia da melhor forma que puderes e conseguires estar. Pois bem, esta foi a melhor maneira que pude e consegui. Se sabia fazer melhor? Sim, sabia. Mas autorizei-me a deprimir, autorizei-me a chorar. Autorizei-me a sofrer.

Porquê? Simples...

Hoje é a celebração da minha expulsão suja e extremamente dolorosa pelo canal vaginal da minha mãe... quando eu determinei e não na data dada por outras pessoas, se eu decidi nascer aos 8 meses de gestação então hoje decidi e dei um renascimento a mim mesma, no meio do sofrimento atroz renasci.


Porque se de forma egoísta, fria e calculada, fui desprezada como se não tivesse qualquer valor. Então pois bem, sofri, chorei... fiz o melhor para aceitar... não tentei sequer negar ou até negociar. Já não há força para isso.


Hoje determinantemente parte de mim morre, para outra renascer, quando um orgao vital deixa de funcionar, e na realidade é assim que me sinto sem um orgao vital, hoje a medicina evoluída criou os transplantes. Eu nao posso continuar a viver assim, a fazer diálise emocional 3x por semana, morrendo devagarinho, não posso. 


Hoje a pessoa mais importante era eu, eu fiz o enterro, o funeral e o luto aos meus 20 anos.


Amanhã aceito os meus 30 de braços abertos mas isso é para a Mariana de amanha lidar. A Mariana de hoje está cansada. Dói-lhe tudo, desde a cara, aos olhos esborrachados aos pulmões da dor que foi chorar assim, a Mariana de hoje despede-se porque já não aguenta nem com um gato pelo rabo, vou dormir, para amanha acordar uma nova pessoa!


Friday, 21 May 2021

Essa história do «Ai tal Amor..."

É engraçada a capacidade emocional que a quase chegada aos 30 me traz diariamente...


Hoje tenho uma pergunta:

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?


A  Mimi de ontem diria que não! Jamais.

A Mimi de hoje já vê o mundo com outros olhos! Eu detesto pessoas que respondem a perguntas com mais perguntas, no entanto, não seria justo dar-vos a minha resposta logo no início do post... portanto vamos exercitar a mente! OK?


Recordam-se quando nós eramos crianças e nos perguntavam "de quem gostas mais do papá ou da mamã". Eu lembro-me bem dessas perguntas, lembro-me de olhar a minha mãe e pensar "o que é que esta pessoa estúpida está para aí a dizer?! É claro que eu gosto do papá e da mamã de igual forma. "


Mas temos de ter em consideração que eu vos perguntei quando eramos crianças, quando nós eramos inocentes, quando não tínhamos em consideração coisas como respeito, experiências de vida... etc etc


Sim, eu amo os meus pais de igual forma, são ambos humanos, ambos cometeram erros, ambos os continuam a cometer, respeito a minha mãe nos mais diversos níveis, infelizmente o meu pai não merece o meu respeito. Amo a minha mãe, respeito a minha mãe, gosto dela mais dias do que aqueles que desgosto. Amo o meu pai, não o respeito e apesar de o amar tão profundamente como à minha mãe, não gosto dele, hoje. Não é algo de hoje... é uma situação acumulativa.

Sim, hoje a minha mãe é a favorita, mas não porque a amo mais, mas sim pelo respeito que lhe tenho, pela pessoa que ela é!


E os nossos avôs? Eu amava o meu avô da mesma forma que amo a minha avó. Ele já partiu há tanto tempo, já tive mais anos de existência sem ele, dos que os que tive com ele. Não o deixei de amar e nunca deixei de sentir a sua falta. Tem dias que não gosto dele, tem dias que penso que ele me abandona, porque ele é a minha estrelinha, tem dias que eu penso porque deixaste que isto acontecesse comigo? Estavas a dormir? Mas o amor que lhe tenho e a fé que tenho naquele homem que olhava ao longe por mim jamais me falha, sei perfeitamente que quando ele deixa algo acontecer é porque um mundo melhor está para chegar!

A minha avó por outro lado, amo-a tão incondicionalmente como a ele, e a raiva de ela se ter posto num avião no meio da pandemia para ir à Suiça está a passar, mas se essa raiva existiu foi exactamente por isso, porque quando amamos não queremos que se ponham em risco, quando amamos temos medo que amanha não estejam ali. A realidade é que o risco de nos abandonarem, o risco de partirem antes de nós é real. E quando amamos alguém queremos que permaneçam ao pé de nós e que partam connosco nunca antes, porque sofrer a sua falta é doloroso e sempre que perdemos alguém temos de nos reconstruir sem essa pessoa, algo tão difícil na realidade.

Eu tive a sorte de ter tido na minha vida 3 avôs extra. Que amei e me amaram e que me aceitaram como sua como eu os aceitei como meus. Quando 2 partiram sofri mais do que pelo meu avô biológico, é estranho, não sei, eu era uma criança quando ele partiu, e eu senti que ele tinha partido, antes de a minha mãe me contar, eu lembro-me de lhe ter perguntado se ele tinha morrido e de ela me dizer que sim, eu tinha aceite sem aceitar, fingi-me de menina forte, porque era o que eu achava que a minha família precisava. 

Os outros dois emprestados eu chorei, berrei sozinha no meu quarto e eu sabia que era algo que era esperado de ambos. A terceira não sei dela e isso custa-me porque me lembro dela tantas vezes como me lembro da minha própria avó, "será que está bem? será que tem tido com quem falar? ai... que saudades da sua comida"....

Dos 3 a que partiu era a minha favorita, era a mais velha, tinha uma visão tão bonita do mundo para a sua idade. E porque quando era adolescente escrevi para uma revista um texto sobre a avó velhinha dos xailes pretos, ainda nem a conhecia, a carta tinha sido baseada na minha bisavó que não conheci, mas que encaixava perfeitamente nela. As suas histórias, a forma como ela me abraçava, oh meu deus aquele abraço, a falta que faz, às vezes olho as estrelas e penso nela, dantes sentia que lhe tinha falhado. Hoje olhei a noite e senti que não, que o falhanço não era meu, porque eu tentei tudo, o falhanço estava noutras mãos que não eram minhas, nas mãos de quem ela incumbiu uma tarefa e que não foi cumprida.

Mas Amo-os a todos de forma igual, de apenas 2 avôs eu sou uma felizarda por ter encontrado mais pelo caminho. E sim, todas as partidas custaram, mas eu não mudava nada, porque o tempo que passaram na minha vida, todos eles me mudaram, todos eles me tornaram uma pessoa melhor! Porque eu hoje sou quem sou e eles contribuíram!


Amor é uma coisa tão gira... amor não é favoritismo, não é respeito, não é nada daquelas coisas que nós pensamos. Amor sem respeito não é amor, achava eu, porque a meu ver um homem que batia na mulher não a ama, não é bem assim, amor é amor e cada um ama a sua maneira, existem formas doentias de amar sim. Amor, felicidade, carinho, saudade, respeito, são tudo sentimentos independentes uns dos outros.


Eu só tenho uma irmã, e amo-a incondicionalmente... múltiplos dias não gosto dela, ahah, mas amo-a sem precedente. Mas em conversa com pessoas que tem mais do que um irmão todos me dizem " eu tenho o meu irmão ou a minha irmã favorita, mas amo ambos", certo, porque amor é puro, é inocente. O favoritismo deve-se a outras coisas como terem os mesmos interesses e gostos, personalidades, vivências... etc... etc...


Os amigos amamos exactamente da mesma maneira, porque são todos amigos, o melhor amigo é simplesmente o nosso favorito.


Então porque é que somos capazes de amar múltiplas pessoas da mesma categoria exactamente da mesma forma mas não podemos amar duas pessoas?

Trata-se de um mecanismo qualquer no nosso cérebro que traça a linha apenas nessa situação? Estranho


ALTO E PÁRA O BAILE: eu ainda me considero hoje, 100% a favor da monogamia.


No entanto, eu (no momento em que estou a escrever isto, amanhã não sei, perguntem-me amanha, sim?) acredito que o ser humano seja capaz de amar várias pessoas da mesma forma ao mesmo tempo. 


Provas: 

1) Filhos adoptivos quando conhecem os pais biológicos não deixam de amar os pais adoptivos, simplesmente não os substituem no coração, não dizem olha só tenho espaço para um de cada (arca de nóe) portanto fora com os adoptivos e bem vindos pais biológicos ao meu coraçao!

2) Quando eu adicionei os meus avôs emprestados não substitui os anteriores, não apenas adicionei os emprestados e depois de adicionar... será amor para sempre.

3) O filho mais velho dum casal com 3 filhos quando chega o mais novo à sua vida, não diz ao filho do meio, ora bem, vou-te substituir pelo modelo mais novo, não. Adiciona amor por mais um.

(...)


E depois a teoria de quantificar sentimentos é ridícula... a necessidade que nós temos de dizer "Eu amo-te muito" qual é a diferença do "Eu amo-te"? nunca ouvi dizer "Eu amo-te pouco", mas estamos a fazer o quê?! contar bananas? Por favor... "Eu sou muito feliz!" e "Eu sou feliz" há diferenças?! (depende do eu sou feliz na realidade há alguns "eu sou feliz" tal como alguns "eu amo-te" que são balelas, mas isso é pano para outras mangas e o post já vai longo!).

Se alguém for para aí gritar: " Dinheiro eu tenho muito!" (eu nao tenho) a gente pensa logo, que exibicionista, cagarolas de me***, mas lá está gritar para aí "eu amo-te muito" faz sentido... poupem-me!

Na realidade o que nós deveríamos andar aí a gritar ao mundo na realidade é "Eu amo-te mais do que aquilo que desgosto de ti". (outros deveriam dizer "Eu tolero-te mais do que o que te amo", tópico para outro post!).


PROVA:

1 de 1) (porque uma chega para provar o meu raciocínio) Vocês amam aquela pessoa, certo, e amam o seu bafo ao acordar, o seu xulé, o seu sovaco com cheirinho a cavalo, o seu mau feitio, o seu orgulho desmedido, a forma sádica como às vezes de forma propositada vos magoam, etc? Não me lixem e sejam honestos, vá!


Na minha opinião, amar duas, mesmo 3 pessoas uma vida inteira, é normal, os amores são diferentes, não são quantificaveis em metros ou litros ou sequer milhas, amas e pronto.


Porquê? Porque amar por si só não chega!


E só porque a pessoa saiu de cena ou tu a removeste, não significa que o amor morre, o amor não morre porque a mandas à merda. A minha avó continua a amar o meu avô e ele já partiu à tanto tempo. Acredito que a minha mãe secretamente ainda ame o meu pai, menos do que aquilo que ela desgosta dele neste momento.


E eu pois bem, eu amo também, podia adicionar um infelizmente em frente, mas não faz sentido, tal como em criança e ainda hoje, amo o papá e a mamã, também o amo e pronto. 

Hoje posso dizer abertamente que o amo, mas que não gosto da pessoa que ele se tornou para mim, na forma como me trata. Hoje eu amo-o mas não gosto dele!


Hoje abri o coração para a possibilidade de o amar como o windows corre certos programas do background do nosso trabalho, e abrir-me para amar mais alguém. 


Porquê? Porque hoje eu amo-me porque eu hoje me adoro, porque hoje eu gosto de mim. E de nós os dois, hoje eu sou a minha favorita. E como tal, está na hora de voltar a abrir a porta de casa e tropeçar num novo amor, num que eu vou adicionar, porque eu já percebi que não sei apagar. Porque gostar, gosto de muita gente e amar até hoje amei poucas.


Portanto em resposta e em suma à pergunta com que comecei o post:

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?

Eu hoje, acredito que sim, já não acredito que o segundo seja substito mas sim uma adição à nossa equação que trará coisas diferentes à nossa vida, tal como o segundo irmão ou uns avôs extra! Se sei por facto, não, não sei. 

Mas prometo que vou procurar descobrir e quando souber vos conto tudo! Prometo mostrar a mim mesma que sou capaz, sabendo que o vou mostrar aos outros que o sou. E é nessas viagens de auto descobrimento que descobrimos imenso sobre nós mesmos!



Fiquem bem.


Saturday, 3 April 2021

Disrupção do Status Quo

Basicamente o "Status Quo" é a condição que permanece antes de qualquer alteração.


Cada um de nós tem o seu lugar certo e exato em tudo, nas suas relações, no trabalho, na sociedade. E quando isso não se altera esse é portanto o nosso status quo.


É por assim dizer semelhante à Lei da Inércia, nós também criamos resistência e tentamos tudo por tudo permanecer no nosso "Status Quo".

Wednesday, 17 March 2021

Racionais ou Emocionais

 O mundo está cheio de crenças incongruentes, toda a vida acreditei que apenas poderíamos ser racionais ou emocionais...

Racionais esses frios e calculistas que pensavam mil vezes antes de mexer um pé e claro os emocionais, a categoria na qual me classificava, aqueles talvez ligeiramente bipolares que riem até chorar, em que a dor doí de forma descompensada.


Talvez devesse ter percebido a conclusão que cheguei hoje quando um carro se afastava e uma mãe lavada em lágrimas acenava adeus a um filho, que deixava as lágrimas correr pela cara abaixo por se despedir para ir abraçar uma nova vida que os racionais sentem, sentem à sua maneira, talvez então tenham apenas uma forma diferente de se exprimir?

Talvez devesse ter percebido quando os emocionais, se dispersaram culpando-se uns aos outros pelas maleitas das vidas de cada um, quando foi apenas um ciclo de vida que mudava, de costas voltadas, uns deprimidos, outros revoltados, outros de forma oportunista a agarrar a situação como forma de desculpa para fazer tudo mal... 

Então emoção, razão, a forma como cada um pode ser quantificada? Eu pensava que sim, e de certa forma a emoção, tal como a dor pode ser quantificada, mas tal como a dor não pode ser standarizada o que é algo muito estranho para uma enfermeira, afinal, a gente quantifica tudo, mas a verdade é que mesmo quantificado é muito fácil perceber, ora analisemos um batimento cardíaco de 76, por exemplo, vamos conectar 5 pessoas a bater a 76 a um eletrocardiograma, serão esses 5 ECG's iguais? Não claro que não, mas não estavam todos a bater a 76 batimentos por minuto?! E todas as pessoas reagem da mesma forma a um batimento de 76? Também não, uma velhinha pequenina e fofinha que normalmente bate nos 40, atingir um 76 vai sentir que o coraçãozinho lhe está a fugir do peito... Mas por exemplo um doente com Fast AF descompensada que esteja a bater a 150 nos últimos 2 dias quando atinge os 76 está fisiologicamente preparado para fazer uma sestinha.


Então quem não mostra a sua emoção ou a sua dor, sente menos do que aqueles que a sentem, quem leu o prefácio daquele livro que eu anunciei mas nunca mais publiquei talvez nada sobre ele já sabe que a sociedade acredita que sim, mas que não é verdade, então emoção é a mesma coisa. Esta sociedade dos contos de fada espera grandes gestos românticos, mulheres perfeitamente puras e singelas que precisam de ser salvas pelo príncipe encantado... mas não é que a gente tem uma expressão para isso "Tudo para inglês ver!"


Então se criticamos o exagero vazio, porque é que a expectativa no que criticamos? Suspeito, certo?!

Qual é essa ideia de querermos que um homem seja arrebatador com os maiores gestos do mundo se somos aquele tipo de mulher que não quer que um homem a salve mas sim que volta ela sinta o coração dar um pulo porque ele lhe mandou uma mensagem, ou que o coração salte um batimento porque ele fez algo inesperado... ou apenas alguém que quando estamos a conversar nos ouça realmente?


Afinal o que é que nós queremos?

Afinal quem sou eu? 

A emocional? A racional?


Bem, eu já fui emocional, eu já perdi o controlo dos meus pensamentos, já perdi controlo das minhas emoções! E quando a vida me deu oportunidade de crescer? Perdi-me mais um bocadinho, atirei-me ao fundo dum poço...


E como é que eu saí de lá? Nem eu percebi bem, é um facto: eu não percebi bem quando saí, eu só sabia que queria ser salva, mas eu não precisava de salvação, quando eu lá cai não havia forma de subir ao poço, estava tão escuro... mas entretanto alguém me atirou um sabre de luz (Sim, Star Wars Style) e eu fui capaz de ver a corda que sempre lá esteve, com alguma iluminação pelo caminho eu lá consegui sair, porque o poço não era tão fundo como parecia, e apenas eu me poderia salvar mas a floresta até chegar a casa era densa... 


Pelo caminho descobri pedrinhas e montanhas e lá as fui ultrapassando, hoje descobri que eu sou simplesmente Racionalmente Emocional.

Isto para alguns parece história de criança de pais separados que não consegue escolher lados, a verdade é que eu sou uma adulta de pais separados, e verdade mais absoluta que isso é que eu sei fazer as escolhas que tenho de fazer nos momentos que tenho de as fazer, afinal escolhas não são absolutas, e hoje o que parece certo amanha pode não ser, então porquê decidir hoje o que não interfere com o nosso momento?

É mesmo uma coisa de se deixar levar pelo momentum, parece uma teoria alentejana, mas não é! O que eu sei hoje não sabia ontem e talvez amanha venha a descobrir algo que o mude... portanto, Take a seat and enjoy your ride!

Mas basicamente o que é isto que eu decidi intitular de Racionalmente Emocional, basicamente é a capacidade fenomenal de controlar as nossas emoções... e sim podem vir com a teoria da impulsividade, os emocionais são normalmente impulsivos, OK, fair enough, e que tal impulsividade com moderação? Uma harmonia perfeita entre a ponderação e a espontaneidade.

É uma linha ténue, uma arte a ser aperfeiçoada, no entanto os emocionais só tem uma linha da equação, as suas emoções relativas a uma acção e isso faz com que reajam, e como é que eu controlo isso? Algo que me pareceu aterrorizador mas tão fácil de fazer, adicionar linhas à equação duma forma muito específica:

basicamente analisas a situação se não estivesses envolvido

  • Parte da equação é o eu, como é que eu me sinto? porque é que eu me sinto assim? A forma que eu estou a reagir tem apenas a ver com a situação em questão? As minhas experiencias e aprendizados... 
  • outra parte da equação é a pessoa, porque é que ela fez isto? qual poderão ser os motivos para tal acontecer, as suas experiencias
  • Algo que eu amo adicionar também são os cenários, como é que eu me vou sentir melhor a curto, médio e longo prazo, partir uns pratos poderia ser giro, mas depois vou precisar de comer e vou-me arrepender de os ter partido, onde é que eu quero chegar e como é que a minha reacção afectará isso, mas acima de tudo ser fiel a mim mesma, se na verdade eu não quero tratar a pessoa mal, e isso só me faria sentir bem naquele momento porque estou a ser egoísta e apenas quero fazer aquela pessoa sentir-se mal pela maneira que me fez sentir, não vale a pena, porque na realidade eu depois vou sentir-me mal ao quadrado, vou me sentir mal pelo que senti na altura e pelo arrependimento de a ter tratado mal, por isso de que me adiantaria?


E para ser honesta, até sabe melhor, porque aí deixas o registo agressivo-passivo e um ciclo vicioso de acção-reacção, porque num registo mais assertivo tu cortas um pouco a reacção da pessoa à tua reacção à sua acção, complicado? Bem eu explico:

Nós somos animais, racionais, mas animais, o nosso instinto é estar sempre preparado para lutar, amor com amor se paga e tal...

Então quando tu não reages mal a uma acção negativa contra ti essa pessoa fica tipo com a cara do smile :O e agora?! eu não estava preparado para uma reacção neutra ou positiva... e vocês até podem pensar mas isso é uma atitude de menina, então por essa lógica se me derem um estalo eu dou a outra face? Não, de todo, simplesmente (eu que já fui toda a favor de vingança fria servida ao pequeno almoço e não me levou a lado nenhum, pelo contrário) uma atitude mais assertiva, uma atitude mais assertiva pode magoar muito, mas muito mais que uma atitude mais agressiva, e porquê? Porque nos faz parar e pensar no que andamos a fazer da vida.

E o que conseguimos duma reacção agressiva? NADA! Sentimo-nos pior e arrependidos, a outra pessoa não percebeu o que fez, gasto de energia e tempo desnecessário.


A minha gata às vezes assusta-se e arranha-me, eu fico chateada mas passa, porquê? Porque eu sei que ela estava assustada, outras porque eu a magoei, outras porque está aborrecida, outras porque quer a minha atenção ou sente que eu não a estou a ver, as pessoas também são assim, e às vezes se conseguirmos perceber como as pessoas se estão a sentir no momento é muito mais fácil de controlar as nossas emoções.


Outra maneira muito boa é controlo de expectativas, compreender que às vezes as coisas correm mal, compreender que os outros são tão humanos como nós ajuda, ninguém é perfeito! E saber que tudo pode acontecer, quando tens uma capacidade de correr cenários positivos, neutros e negativos deixa-te mais preparado para um controlo de emoções, porque elas deixam de ser tão extremas, então sais daquele modo de vida equivalente a seres uma pistola com pernas pronta a disparar. 


Conclusão: é possível, é um modo de vida que parece mais exaustivo, no entanto é mais relaxante, na realidade estar sempre na acção-reacção e na oscilação do passivo-agressivo é exaustivo, quando sabes que certas coisas podem acontecer já tens o discernimento de ter uma resposta à situação muito mais clara, muito mais focada. Uma coisa que comecei a sentir foi que não deixo coisas por dizer, quando faço a minha resposta assertiva digo exactamente o que quero dizer e fico por ali, assunto resolvido. Muito mais simples que andar com nhe nhe nhes e ficar com aquele sentimento pendente de podia ter dito isto ou aquilo ou podia ter feito melhor!

Não, o sentimento com que hoje fico é orgulho pela pessoa que me tornei e pela forma como reagi à situação.


Os últimos 16 meses foram um longo caminho, mas cada vez mais percebo a necessidade deles e a mulher que existe hoje no lugar da que fui! 

O que inspirou este post, ahah, tanta coisa, mas o maior impulsionador foi a música Believer dos Imagine Dragon que ouvi às 4 da manhã e me fizeram simplesmente agarrar no pc e escrever...











Sunday, 31 January 2021

Top 7 Low Cost Makeup

Olá hoje venho-vos trazer um top de 7 produtos de maquilhagem low cost.

Como vocês sabem, muitas vezes optei por produtos mais caros, em detrimento de quantidade, também porque normalmente não uso muita maquilhagem no geral.

Quando comecei a usar maquilhagem diariamente, não sei porquê mas quando estes confinamentos começaram, senti necessidade de usar algumas coisinhas diariamente e isso ajudou imenso com a minha autoestima, para além disso comecei a usar maquilhagem regularmente no trabalho, e quando isso aconteceu comecei a gastar mais maquilhagem do que era habitual e decidi também dar oportunidade a marcas mais acessíveis... o que me impressionou bastante!

Hoje em dia uso diariamente sem falhar, lápis de olhos preto, corrector, batom, máscara de pestanas e máscara de sobrancelha... As marcas que mais me tem impressionado são a Makeup Revolution, a Nyx Professional Makeup e a Maybelline

No entanto, recentemente falei-vos da máscara de pestanas que mais me impressionou nos últimos tempos por isso neste post não vou voltar a mencionar!

Os meus dois correctores preferidos são:



Wednesday, 20 January 2021

Saúde Oral | O que eu uso

 A saúde oral é algo que me preocupa e é de extrema importância para mim, só porque neste momento vivemos num mundo de máscaras que não podemos nem sorrir aos vizinhos velhinhos na rua, não significa que um dia esta nuvem tenebrosa não passe da nossa vida e que tudo não volte à normalidade!

Uma das minhas marcas favoritas é a Oral B, tudo cá em casa é Oral-B, às vezes experimento uma pasta ou outra doutra marca, ou um produto para tentar branquear os meus dentes, mas normalmente fico-me pela marca do costume.

Mando vir regularmente todos os produtinhos via Notino porque é onde encontro as coisas a melhor preço e normalmente tenho sempre stock em casa para que não me falte nada!