Wednesday, 11 November 2020

Wounds | Feridas

 


Nunca deixes as tuas paixões para trás:

Sao as tuas paixões pela vida que te dao  combustível para lidares com o que a vida te atira, que te focam em ti mesma, que te alimentam o ego e que acima de tudo te ajudam a manteres-te fiel a ti mesma.

Foi em Portugal que me apaixonei por feridas e perdi esse amor quando me mudei para o UK, lembro-me de ter ido ao meu primeiro congresso de feridas na Exponor no Porto e vir para casa cheia de conhecimento e presentes das mais diferentes farmacêuticas, estava a acabar o curso e senti-me ao mesmo tempo tao pequenina no meio de gente tao crescida mas tao grande ao mesmo tempo por lá estar!

8 anos se passaram, e entretanto encontrei o congresso anual de feridas no UK e decidi estar presente, bem que até ferveu dentro de mim, aquele rush de entrar em cada palestra, tudo bem que está a ser feita através do zoom, no entanto está a saber igualmente bem, aprender sobre algo que eu adoro é simplesmente apaixonante e depois receber por correio os kits das farmacêuticas está a ser simplesmente a cereja no topo do bolo.


Eu perdi-me algures no caminho, deixei que os meus medos tomassem conta de mim, perdi o amor a tudo o que tinha e fui, foi ali, no meio de um congresso de feridas (sim, eu sei, eu tenho problemas psicológicos, tentei-me recuperar mas nao consegui, agora vou apenas a uma reuniao mensal!) que eu percebi quem fui, quem sou, eu percebi que numa rotunda qualquer da vida virei no sítio errado e me perdi!


Porque eu fui essa rapariga que falava durante horas e aparecia na porta dele por volta das 8 da manha simplesmente para ele acordar comigo e para eu me aconchegar logo nos seus braços depois de uma noite de estágio. Porque eu ainda sou essa miúda, mais crescida, mais vivida, com mais aprendizagens, mas ainda sou aquela miúda que sorri só porque sim, eu tinha de voltar por mim, eu só podia voltar por mim, era um peso demasiado grande pedir que alguém me conseguisse trazer de volta! E eu só podia voltar quando eu percebesse que compreendia os meus limites, que compreendia a minha forca, mas que acima de tudo, tivesse aprendido a dominar o meu maior medo, o medo de perder e ficar sozinha. Já nao tenho medo, eu sei que sobrevivo, eu sei que custa um bocadinho, mas que me habituo facilmente a estar sozinha, afinal sou independente, eu nao preciso de ninguém, quem está comigo ou estará ou esteve nao será nem foi por necessidade, foi por acrescentar algo ao meu mundo, foi por me ajudar a carregar o peso do mundo, foi por eu querer.

E sim, nós atraímos o que pedimos e se te focas nos teus medos, vais sofrer com eles, mas até isso é uma aprendizagem, para que cresças para que avances.

Bitches, I'm back! And nobody can stop me now!




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Saudações Negras